sexta-feira, 20 de junho de 2014

Em um mundo onde nos vive so de tecnogia.


Quem não pode viver sem um celular, um computador,uma máquina de fazer café, de lavar, um microondas pode estar sofrendo, sem saber, de tecnose, uma das novas psicopatologias da vida contemporânea, que começam a ser diagnosticadas por psicólogos, psicanlistas e por usuários que frequentam consultórios médicos. No Rio, o psicanalista Eduardo Losicer coordena um grupo que há três anos pesquisa as novas psicopatologias contemporâneas e diz que a dependência exagerada da tecnologia é uma espécie de compulsão:
- É uma compulsão de informação e de comunicação. O excesso gera mecanismo de compulsão à repetição que compromete a saúde mental. As novas compulsóes são as principais psicopatologias contemporâneas. A tecnose tem como sintoma dominates o vício por informação e hipercomunicação - diz a psicanalista.
Outras novas patologias vêm, segundo ele, da dependência da velocidade. Losicer diz que tudo na vida é hoje mais acelerado. As pessoas vivem em alta velocidade e querem satisfazer seus desejos também nesse ritmo elétrico.
- Para compensar essas urgências de gratificação, há uma abundância também cada vez mais veloz de objetos de satisfação que pretendem para preencher um vazio, uma falta radical da existência contemporânea. As pessoas correm em busca desses objetos, dessas informações. Elas, porém, são efêmeras, descartavéis,e a sensação de frustação leva à busca repetitiva,ou seja,compulsiva. Isso é um perigo. Hoje, temos novos tipos de compulsão não diagnosticados pela psicanálise convencional. A compulsão por consumo é um desses novos sintomas. Há novas tristezas e novas depressões que são criadas pelas frustaçõ0es causadas pelas falhas da tecnologia e do consumo.
Para a psicnalista Dulce Silveira, a relação com as inovações tecnológicas reflete a relação da pessoa consigo mesma e com o mundo:
- Uma pessoa pode se sentir perseguida pelo simples toque de um celular. Tenho pacientes que fantasiam sesus cônjuges controlando-se pelo celular. Eles deixam o aparelho desligado ou na secretária eletrônica,pois vivem as relações como intrusivas ou perseguidoras.
A psicanalista Helen Meireles diz que a tecnose é apenas a nova roupagem da doença mental:
- Um computador não fabrica loucos obcecados pelo seu uso, mas obsessivos e fóbicos se ligam ao dilúvio tecnológico para evitar a realidade.
Já a psicanalista Solange Bittencourt comenta que os que têm dificuldades para lidar com a tecnologia escondem um problema de auto-estima:
- Essas pessoas se sentem incapazes e atrapalhadas para lidar com o novo. Já os que usam todas as facilidades da tecnologia e têm cada vez menos tempo sofrem de grandes inquietações internas e não conseguem parar para elaborá-las.
O psicólogo americano Larry Rosen, que pesquisa os efeitos dos avanços tecnológicos no cotidiano, se diz ele próprio uma vítima da tecnose.
- A tecnologia é atraente e não sabemos dar um basta. A jornada de trabalho aumentou trê horas diárias com o celular e a internet em casa. Fiquei com pavor das férias pelo que poderia acontecer com meu e-mail. Hoje não respondo e-mails. Hoje não respondo e-mails imediamente, e só minha família tem meu celular.